Netanyahu renova pressão sobre o Hamas e desafia mandado de prisão do TPI
Netanyahu reafirma a exigência de desarmamento do Hamas e promete intensificar a pressão sobre o grupo, enquanto este alega ter aceitado uma proposta de cessar-fogo. A escalada do conflito resulta em mortes e deslocamentos em Gaza, complicando ainda mais a situação humanitária na região.
Primeiro-Ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reafirma exigências ao Hamas
No último domingo (30), Netanyahu **cobrou** que o Hamas se desarme e que seus líderes deixem Gaza. Ele prometeu **intensificar** a pressão sobre o grupo terrorista e seguir os esforços para libertar reféns.
O premiê israelense mencionou a implementação do "plano de emigração voluntária" proposto por Donald Trump para Gaza e disse que seu gabinete **apoiou** a pressão sobre o Hamas.
Enquanto isso, o Hamas **declara** ter aceitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Egito e Catar. Porém, o oficial do Hamas, Sami Abu Zuhri, alertou que os comentários de Netanyahu são uma **receita para escalada** na região.
Netanyahu rejeitou alegações de que Israel não estava negociando, apesar de retomar bombardeios e enviar tropas de volta a Gaza após uma trégua de dois meses.
Khalil al-Hayya, do Hamas, disse que o grupo concordou em **libertar cinco reféns israelenses por semana**, mas se recusa a abandonar as armas. Essa recusa é considerada uma "linha vermelha" pelo Hamas.
No dia do feriado muçulmano Eid al-Fitr, pelo menos 24 pessoas, incluindo várias crianças, foram mortas em ataques israelenses em Gaza. Desde o reinício dos ataques em 18 de março, **centenas de palestinos** foram mortos e muitas pessoas foram forçadas a deixar suas casas novamente.
Netanyahu enfatizou que o Hamas deve depor as armas e afirmou que as suas capacidades militares precisam ser **destruídas**. Ele reiterou: **"Vamos garantir a segurança geral na Faixa de Gaza."**
O plano original de Trump propunha **transferir** a população de Gaza para outros países, mas agora Israel afirma que isso deve ser **voluntário**.
Neste domingo, Netanyahu também anunciou uma viagem à Hungria de quarta (2) a domingo (6) para se encontrar com o premiê Viktor Orbán. Apesar de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra, Orbán já afirmou que o mandado não será considerado.