Nike e Bulls silenciam sobre ligação de vestuário com gangue
Nike e Chicago Bulls não comentam denúncia sobre vínculo entre suas marcas e gangue venezuelana. Uso de vestuário específico levanta questões sobre identificação incorreta de membros de gangues e direitos de imigração.
Nike e Chicago Bulls não se pronunciam sobre documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA. O relatório menciona camisetas do Bulls e tênis da Jordan Brand como possíveis identificadores de membros da gangue venezuelana Tren de Aragua.
A informação foi divulgada pelo Sportico em 2 de abril de 2025. O governo usa o Alien Enemies Act para deportar suspeitos da gangue, incluindo solicitantes de asilo.
Advogados da ACLU apresentaram documentos que indicam critérios de identificação. Entre os itens mencionados estão:
- Camisetas do Chicago Bulls;
- Tênis da Jordan Brand;
- Tatuagens com o logotipo Jumpman.
Uma gravação do governo de El Salvador mostra um deportado com tatuagem Jumpman. O relatório “Exhibit 2” lista os elementos que podem identificar membros da gangue, ressaltando que eles preferem camisetas específicas do Bulls e calçados da Jordan Brand.
Um outro documento, “Alien Enemy Validation Guide”, serviu para classificar venezuelanos como membros da gangue e justificar deportações rápidas. Contudo, um relatório da Patrulha de Fronteira sugere que usar roupas do Bulls é comum na cultura venezuelana, não necessariamente indicando associação à gangue.
A relação entre vestuário e identificação criminal gerou críticas. Bill Hing, professor de direito, afirmou que “ter uma tatuagem de Michael Jordan não significa que alguém é membro de uma gangue”.
O Chicago Bulls é um dos 5 times com maior venda de produtos na NBA, enquanto a Jordan Brand registrou US$ 7 bilhões em receita no último ano fiscal da Nike.