No rastro do tarifaço de Trump, México e Brasil assinam acordos sobre biocombustíveis e competitividade
Brasil e México firmam acordos para fortalecer cooperação em biocombustíveis e competitividade. Medidas visam minimizar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e expandir o comércio bilateral.
Brasil e México assinaram, nesta quarta-feira, dois acordos nas áreas de biocombustíveis e competitividade.
A iniciativa ocorre em meio à pressão provocada pela política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Brasil enfrenta tarifas de 50%, enquanto o México negocia um acordo de longo prazo para evitar tarifas aduaneiras.
A assinatura aconteceu durante a visita do vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, ao México.
Os acordos visam:
- Cooperação na produção, uso, regulamentação e certificação de biocombustíveis;
- Fortalecer capacidades institucionais e aumentar a competitividade das empresas.
O comunicado oficial ressalta a experiência brasileira no desenvolvimento sustentável de biocombustíveis.
Além disso, um memorando foi assinado pela Secretaria de Economia do México e pela Apex, com foco na competitividade internacional.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, busca aprofundar a relação comercial para enfrentar as incertezas trazidas pelas tarifas.
O objetivo é ampliar o acordo comercial e expandir o fluxo de mercadorias, especialmente nos setores:
- Farmacêutico;
- Agropecuário;
- Aeroespacial.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, mencionou as possibilidades de complementaridade econômica entre os países, incluindo a fabricação de automóveis.