No setor de saneamento, tecnologia já faz lodo virar adubo ou tijolo
Investimentos privados e novas tecnologias estão transformando o setor de saneamento, aumentando a eficiência e a sustentabilidade dos serviços. Iniciativas inovadoras incluem sistemas avançados de tratamento de esgoto e o uso de inteligência artificial para detecção de vazamentos.
Aumento de Investimentos em Saneamento
O crescimento dos investimentos no setor de saneamento, impulsionado pela participação de operadores privados, está gerando um boom tecnológico. Novas tecnologias estão sendo adotadas para o tratamento de água e descarte de resíduos, resultando em maior eficiência e retorno financeiro para as empresas.
Carlos Eduardo Teruel, diretor da Tigre Infraestrutura, destaca que a concorrência trouxe eficiência e competitividade. A Tigre tem projetos como o Unifam e Multifam, sistemas de tratamento de esgoto que já resultaram em 39 ETEs inauguradas e mais 13 até o fim do ano. Essas ETEs têm alta eficiência, reduzindo consumo de energia em até 45%.
A Sabesp, privatizada recentemente, planeja investir R$ 1 bilhão na ETE Parque Novo Mundo, adotando tecnologia Nereda, que utiliza metade da área necessária em comparação com ETEs convencionais.
A Rio+Saneamento transforma lodo das ETEs em adubo orgânico e utiliza lodo na produção de cerâmica. A GS Inima Brasil aposta em energia própria, utilizando biogás e energia solar, e implementa inteligência artificial para detectar vazamentos.
O programa Água de Valor, do Grupo Águas do Brasil, utiliza o dispositivo Fluid para identificação precisa de vazamentos. Com um investimento de R$ 258 milhões, já economizou 17,5 milhões de metros cúbicos de água, podendo abastecer uma cidade de 260 mil habitantes.
O Fluid opera com tecnologia de IA e analisa 300 amostras de ruídos por dia, aumentando a precisão na localização de vazamentos. O uso de geofones complementa essa tecnologia, otimizando as verificações.