Nos 60 anos do BC, inflação ainda é desafio
Banco Central celebra 60 anos desafiado a manter a estabilidade da inflação diante de inovações e questões climáticas. Ex-presidentes destacam a importância da autonomia e da adaptação a um cenário financeiro em rápida evolução.
Banco Central (BC) completa 60 anos enfrentando desafios como autonomia, adaptação às questões climáticas e supervisão do mercado financeiro em rápida inovação.
A meta de inflação continua como prioridade, segundo ex-presidentes e o atual presidente, Gabriel Galípolo. A meta atual é de 3% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Galípolo destacou profundas transformações no sistema financeiro, mencionando a necessidade de maior transparência e comunicação com o público. Ele também enfatizou que novas infraestruturas digitais são essenciais para a autoridade monetária.
Henrique Meirelles, que foi presidente do BC de 2003 a 2010, afirmou que é mais desafiador manter a inflação na meta no Brasil. Defendeu a autonomia do BC, mencionando um projeto em tramitação sobre autonomia financeira. O governo Lula é contra este avanço.
Persio Arida e outros ex-presidentes discutiram a importância da autonomia do BC ao longo da sua história, incluindo conversas sobre uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em 1995. Arida ressaltou a vanguarda do BC nas transformações do sistema de pagamentos, como o Pix.
Gustavo Loyola, também ex-presidente, alertou sobre a necessidade de lidar com questões climáticas e o impacto na estabilidade financeira. Ele destacou a importância do BC em reagir proativamente a crises climáticas.
Arminio Fraga enfatizou a revolução no mundo financeiro e a relevância da tecnologia e inovação no futuro do BC, que, segundo ele, enfrenta desafios que não têm soluções definitivas.