“Nossas metas são ambiciosas, mas realistas”, diz CEO do iFood
Diego Barreto reafirma a liderança do iFood e delineia estratégias para enfrentar a concorrência crescente no mercado de delivery. Com metas ambiciosas e inovações constantes, a empresa busca consolidar sua posição apesar das pressões de novos entrantes.
CEO da iFood, Diego Barreto, destaca metas ambiciosas na expansão da empresa. Durante entrevista ao Poder360 em 28 de agosto de 2025, ele revelou objetivos de 200 milhões de pedidos mensais e 80 milhões de usuários até 2028, apesar da concorrência crescente de plataformas chinesas.
Atualmente, o iFood detém 83% do mercado brasileiro de delivery, atendendo 55 milhões de usuários através de 400 mil parceiros.
Entre os concorrentes, a Keeta, da Meituan, anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões no Brasil. A nova marca pretende operar em 15 regiões metropolitanas e alcançar 1.000 cidades até 2030.
Outros concorrentes incluem a 99Food, que retorna ao Brasil com um aporte de R$ 1 bilhão, oferecendo isenção de comissões para restaurantes nos primeiros dois anos, e o Rappi, que anunciará um investimento de R$ 1,4 bilhão com foco em zerar taxas para estabelecimentos.
Barreto enfatiza que as metas são realistas e que a inovação constante é a chave para se manter competitivo. O iFood também se diversifica além do delivery tradicional, com um crescimento de 50% em segmentos como farmácia e pet shop.
A empresa lançou em junho de 2024 o iFood Pago, um banco digital que já concedeu R$ 2 bilhões em crédito a 40 mil empreendedores. O foco está em atender negócios com acesso limitado a crédito.
Barreto destaca que, apesar da diversificação, o delivery de comida segue sendo o "core business" da empresa. O iFood também trabalha em soluções digitais para restaurantes, como a ferramenta de inteligência artificial Cris.
Sobre desafios regulatórios, o iFood apoia a criação de um arcabouço que traga proteção social aos trabalhadores do setor, mencionando os projetos de lei que impactam seu modelo de negócio.
O CEO elogia a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, em criar uma comissão para discutir questões relacionadas ao modelo de trabalho das plataformas digitais. Ele também defende que a regulamentação da inteligência artificial deve ser proporcional aos riscos envolvidos.