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Nova onda de reatores nucleares menores e mais baratos faz EUA correrem para atrair a indústria

Os estados americanos buscam se destacar na corrida pela energia nuclear avançada, com investimentos significativos e legislações favoráveis surgindo em resposta à crescente demanda por eletricidade. Enquanto isso, grandes empresas de tecnologia também começam a investir nesta nova geração de reatores, promovendo um cenário competitivo e desafiador.

Desenvolvimento da Energia Nuclear nos EUA

Com a possibilidade de uma energia nuclear mais nova e barata, estados dos EUA estão competindo para construir a próxima geração de reatores. Legisladores analisam expandir subsídios e remover obstáculos regulatórios.

Projetos de reatores avançados estão crescendo no pipeline regulatório, oferecendo uma alternativa ecológica para atender à crescente demanda de eletricidade, impulsionada por empresas de tecnologia, como Amazon e Google.

Os reatores podem iniciar operações em 2030, exigindo que os estados atraiam investimentos rapidamente, enquanto enfrentam ceticismo público e concorrência de energias renováveis.

No último ano, 25 estados aprovaram legislações a favor da energia nuclear avançada, com mais de 200 projetos de lei em discussão este ano, segundo Marc Nichol, do Instituto de Energia Nuclear.

Os reatores modulares pequenos (SMRs) e microreatores prometem construção mais rápida e são flexíveis para atender diversas demandas energéticas. No entanto, eles geram apenas uma fração da energia convencional.

Governadores, como Bill Lee (Tennessee) e Spencer Cox (Utah), propõem investimentos significativos para projetos nucleares e metas de eletricidade livre de carbono.

Apesar do entusiasmo, a incerteza persiste: atualmente, nenhum reator modular opera nos EUA e um projeto em Idaho foi cancelado.

Os EUA precisam de 200 gigawatts adicionais até 2050, mas com menos de 100 gigawatts instalados atualmente, o caminho ainda é longo. Mais de 30 projetos estão sendo planejados para 2030, mas representam apenas uma fração da demanda futura.

Além disso, a falta de soluções para o armazenamento de resíduos e a incerteza sobre a eficiência dos novos reatores levanta dúvidas. Especialistas alertam sobre a necessidade de garantir que os primeiros reatores sejam confiáveis para ganhar a confiança do público.

Com a rápida evolução das energias renováveis e desafios na cadeia de suprimentos, o setor nuclear deve ser ágil e eficiente para se manter competitivo.

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