Novo ataque russo deixa ao menos 15 mortos e atinge sede da União Europeia em Kiev
UE reforça sanções contra a Rússia após ataque a delegação em Kiev. Presidente da Comissão Europeia expressa indignação e anuncia visita a países com fronteiras afetadas pela agressão.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, anunciou nesta quinta-feira (28) que a União Europeia (UE) manterá a “pressão máxima” sobre a Rússia com novas sanções após o recente ataque com mísseis em Kiev, que atingiu a delegação comunitária.
Von der Leyen descreveu o ataque, que ocorreu a 50 metros da missão, como o “mais mortal” contra a capital ucraniana desde julho, ressaltando que nenhum funcionário da UE foi ferido. Ela afirmou estar “indignada” e mostrou imagens dos danos.
Ela declarou que a UE apresentará seu 19º pacote de sanções em breve, enfatizando que o ataque russo demonstra que o Kremlin “não vai parar por nada”. A presidente também determinou a utilização de ativos russos congelados para ajudar a “contribuir para a defesa e a reconstrução da Ucrânia.”
Von der Leyen viajará a sete Estados-membros para expressar solidariedade e discutir a construção de uma indústria de defesa europeia. Os países a serem visitados são: Letônia, Finlândia, Estônia, Polônia, Lituânia, Bulgária e Romênia.
A alta representante da UE para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas, condenou o ataque e convocou o enviado russo em Bruxelas. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou sua “horror” e assegurou que “a UE não se intimidará”.
A porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, confirmou que a delegação diplomática permanece “plenamente operacional.” O número de civis mortos pelo ataque subiu para 14, incluindo três crianças.
Com informações da EFE