Novo governo alemão quer Europa menos tolerante com Orbán
Novo governo alemão planeja medidas rigorosas contra violações democráticas de países da UE. As discussões visam especificamente atitudes do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, sem mencioná-lo diretamente.
Documento vazado revela que a coalizão do governo Friedrich Merz busca uma União Europeia menos tolerante a atos antidemocráticos.
As medidas visam conter a rebeldia de Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, embora seu nome não esteja diretamente mencionado.
Segundo o site Politico, o novo governo alemão exigirá que a UE retenha fundos e suspenda os direitos de voto de países que violam o Estado de Direito.
- Orbán é conhecido por interferir no Poder Judiciário e na mídia da Hungria.
- Afirmações têm sido feitas contra suas ofensivas aos movimentos LGBTQIA+.
A coalizão de Merz, formada por CDU, CSU e SPD, está em processo de negociação detalhada sobre as novas políticas do governo.
O governo Scholz foi estabelecido após negociações que resultaram em 177 páginas de acordos.
Merz pretende iniciar sua gestão em 23 de abril, mas enfrenta dificuldades nas negociações atuais.
A Alemanha deve aplicar instrumentos de proteção da UE de maneira mais consistente para lidar com Orbán.
Orbán tem um histórico de tensões com outros líderes europeus e frequentemente desafia decisões do continente.
Recentemente, ameaçou bloquear sanções contra oligarchas russos, e aprovou leis que restringem direitos LGBTQIA+ na Hungria.
Orbán também se manifestou contra a proposta de rearmamento da UE e convidou Benjamin Netanyahu para a Hungria, desafiando a ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional.
As violações de Orbán à legislação da UE anteriormente geraram processos disciplinares, mas muitos foram amenizados devido a aliados.
Por fim, a proximidade de Orbán com Putin é uma preocupação crescente, considerando a postura de Merz em relação à Ucrânia e seu apelo por uma Alemanha rearmada e assertiva nas relações internacionais.