Novo Parlamento alemão assume com extrema direita em busca de protagonismo
Novo Parlamento alemão inicia legislatura marcada pela ascensão da extrema direita e desafios para os partidos tradicionais. A composição reduzida do Bundestag evidencia a necessidade de novos diálogos e coalizões para abordar questões sociais e políticas urgentes.
A partir desta terça-feira (25), 630 Figuras estarão em ação no Parlamento em Berlim. Trata-se das cadeiras de estofado azul do plenário alemão, um modelo da marca suíça Vitra.
A cor, "azul Bundestag", foi patenteada pelo arquiteto Norman Foster nos anos 1990, visando se distanciar das cores de partidos tradicionais.
Curiosamente, o tom agora se assemelha ao azul claro da AfD (Alternativa para Alemanha), que conquistou 152 cadeiras, o maior número por um partido extremista desde a pós-guerra.
O partido A Esquerda também cresceu, alcançando 64 Figuras. A primeira sessão da 21ª legislatura será aberta por Gregor Gysi, do A Esquerda, o membro mais antigo do Parlamento.
Gysi se autocriticou ao afirmar que políticos não devem ficar por mais de oito anos no cargo, alertando sobre a desconexão com os cidadãos.
Friedrich Merz, da aliança conservadora CDU/CSU, com 208 Figuras, busca uma coalizão com o SPD do premiê Olaf Scholz, totalizando a maioria, mas não uma maioria constitucional.
A recente reforma política reduziu o Bundestag em 103 deputados e a nova configuração foi montada em apenas uma semana.
No mesmo dia, os principais cargos da Casa estarão em disputa. Merz deve eleger Julia Klöckner como presidente do Bundestag, apesar das críticas dos Verdes por sua disposição em dialogar com a AfD.
A AfD tentará indicar um vice-presidente pela 27ª vez, mas os desafios permanecem devido a discursos extremistas de alguns de seus membros, reabilitados após a eleição.