Novo submarino nuclear, armas europeias e parceria no Mercosul: como diminuir dependência dos EUA
Brasil cancela exercícios militares conjuntos em meio a tensões com os EUA. O Ministério da Defesa reavalia parcerias em defesa para reduzir dependência e buscar novas alianças estratégicas.
Consternação e expectativa marcam relações Brasil-EUA
A escalada nas relações entre Brasil e Estados Unidos, iniciada pela gestão de Donald Trump, afetou as expectativas dos militares brasileiros quanto à continuidade das boas relações.
Na manhã de quarta-feira, antes do anúncio do Ministério da Defesa sobre o cancelamento dos exercícios militares conjuntos em 2025, o Estado-Maior do Exército contatou oficiais generais nos EUA, que garantiram que tudo estava tranquilo.
A Polícia Federal havia concluído um inquérito sobre Jair Bolsonaro e seu filho, reforçando a tensão política e a fragilidade das relações entre os países.
Na quinta-feira, a resposta do Brasil ao clima hostil de Washington foi o cancelamento da parte internacional de operações militares, evidenciando a necessidade do Exército de se distanciar da efervescência política interna.
Militares buscam discutir novos investimentos na Defesa, principalmente após pesquisa indicando que 5% dos brasileiros estão preocupados com a possibilidade de guerra.
O Brasil enfrenta um dilema em sua dependência bélica de peças e equipos dos EUA, sendo crucial investir em alternativas nacionais, como rádios desenvolvidos pela Imbel.
Enquanto o Exército busca diversificação de parcerias, a Marinha avança em parcerias europeias, especialmente com a França, fortalecendo seu projeto de submarinos e a aquisição de navios anfíbios.
A autonomia na Defesa é um processo caro, mas essencial diante da instabilidade dos aliados. O Brasil deve explorar parcerias na América do Sul e lidar habilmente com os interesses dos EUA.