Número de pessoas executadas no Irã aumentou significativamente, diz ONU
O aumento alarmante nas execuções no Irã revela uma estratégia de repressão governamental contra dissidentes e minorias. A ONU solicita a suspensão imediata das penas de morte para evitar mais violações de direitos humanos.
Irã executa 841 pessoas em 2023, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Este total marca um aumento significativo, com cem execuções apenas em julho, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, conforme o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
Entre os executados estão:
- Mulheres
- Cidadãos afegãos
- Minorias étnicas (balúchis, curdos e árabes)
A porta-voz-chefe da ONU, Ravina Shamdasani, declarou que o alto número de execuções demonstra um padrão sistemático de uso da pena de morte para intimidação e repressão à dissidência.
O Irã tem ignorado apelos para se juntar ao movimento pela abolição da pena de morte.
Atualmente, onze pessoas estão em risco iminente de execução, sendo seis acusadas de “rebelião armada” e cinco por participação nos protestos de 2022.
Volker Turk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, pediu que o Irã suspenda temporariamente as execuções como um passo inicial para a abolição total da pena de morte.