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O Brasil deveria se envergonhar de esquecer os pracinhas

A história dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial e suas vitórias na Itália reverberam até hoje, influenciando a cultura e a memória coletiva. O relato de tio Laurindo destaca o heroísmo e a falta de reconhecimento dos verdadeiros heróis que lutaram por liberdade e justiça.

Abril de 1945 marcou a história do Brasil na 2ª Guerra Mundial, com a capitulação da Alemanha em maio e a continuação da guerra no Japão até agosto.

Na infância, o autor ouviu histórias de seu querido tio Laurindo, um pracinha da FEB que lutou na Itália contra o nazifascismo. Ele detalhava suas experiências nas batalhas, como a operação Encore e a libertação de Montese em 9 de abril de 1945.

A gratidão dos italianos é celebrada anualmente na “Festa della liberazione”, onde estudantes cantam o hino da FEB em português.

O autor reflete sobre como, sem essas histórias, a heroica participação do Brasil na guerra poderia ser esquecida. O general Thorio Benedro de Souza Lima critica a denominação pejorativa “Laurindo” dada ao seu batalhão.

De 1934 a 1945, diversas músicas de sambistas mencionaram o nome “Laurindo”, criando uma conexão entre a cultura musical e a figura do soldado.

Após a guerra, o número de bebês chamados Laurindo aumentou, evidenciando a popularidade do tio do autor. Contudo, as autoridades se esqueceram dos heróis ao longo dos anos.

O autor recorda os desfiles de 7 de Setembro, onde seu tio, mesmo após perder um braço, era aplaudido. Apesar de sua bravura, os heróis de 80 anos atrás sentem vergonha pelo descaso do país que representaram.

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