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'O crime se sofistica e o estado deve se sofisticar contra ele', diz Haddad sobre megaoperação

Megaoperação conjunta desmantela esquema criminoso que movimentou R$ 52 bilhões no setor de combustíveis. A ação resultou na prisão de cinco pessoas e no bloqueio de R$ 1 bilhão em bens, destacando a importância de uma abordagem integrada no combate ao crime organizado.

Operação contra o PCC desencadeada na manhã de quinta-feira, 28, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é considerada a maior da história do Brasil.

A ação reúne três operações: Carbono Oculto (Receita Federal e MP), Quasar e Tank (Polícia Federal). O foco é um esquema no setor de combustíveis ligado ao PCC.

Resultados até agora:

  • 5 pessoas presas
  • 21 fundos de investimento e R$ 1 bilhão bloqueados
  • 141 veículos e R$ 300 mil apreendidos
  • 1.550 veículos sequestrados

Haddad enfatizou a importância da ação política e a necessidade de uma resposta organizada contra o crime. Ele também destacou o impacto positivo da operação para consumidores e empresários honestos.

Ricardo Lewandowski, do Ministério da Justiça, confirmou a criação de um Núcleo de Combate ao Crime Organizado em 2025, visando uma abordagem sistêmica no combate ao crime.

A operação investiga uma rede criminosa que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, usando táticas como:

  • Desvio de metanol para adulterar gasolina
  • Recebimento de recursos em espécie e notas fiscais falsas

A fintech envolvida atuou como um banco criminoso, movimentando R$ 46 bilhões sem rastreamento, utilizando "contas-bolsão".

O dinheiro ilícito foi reinserido na economia através de 40 fundos de investimento, com patrimônio total de R$ 30 bilhões. Indícios mostram que as administradoras dos fundos estavam cientes do esquema.

Ao todo, foram cumpridos mandados em 350 alvos em oito estados, com a participação ativa de diversas instituições, incluindo a Receita Federal e a Polícia Federal. O nome “Carbono Oculto” reflete tanto o elemento químico quanto a ocultação de recursos ilegais.

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