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O estudo pioneiro que tenta 'desligar' a artrite reumatoide

Início de um estudo pioneiro busca "desligar" a artrite reumatoide ao treinar células do sistema imunológico para proteger tecidos saudáveis. Pesquisa pode beneficiar milhões de pacientes ao redor do mundo com condições autoimunes.

Estudo promete avanço na cura da artrite reumatoide

Pacientes participam do ensaio clínico AuToDeCRA-2, que visa treinar glóbulos brancos, chamados de "generais", para controlar o ataque a tecidos saudáveis.

O professor John Isaacs, líder da pesquisa, acredita que isso permitirá "desligar" a artrite reumatoide.

Participante Carol Robson, de 70 anos, expressa esperança de alívio da dor, que é o maior desafio da doença.

O estudo é financiado pela Versus Arthritis e pela Comissão Europeia, realizado pela Universidade de Newcastle.

Isaacs destaca que essa pesquisa é "pioneira", com poucos grupos similares no mundo.

Fases do Estudo

  • Células do paciente são isoladas e cultivadas em laboratório.
  • Glóbulos brancos são treinados para se comportarem como "generais calmos".
  • Objetivo: Comandar células "soldados" para não atacarem articulações saudáveis.

Isaacs explica que, se bem-sucedido, o tratamento pode "desligar" a doença e impactar outras condições autoimunes.

Apesar de envolver apenas 32 pacientes até agora, o potencial pode beneficiar 18 milhões de pessoas com artrite reumatoide no mundo.

O resultado será monitorado e, caso dê certo, um estudo maior poderá ser realizado.

A expectativa é que, mesmo com sucesso, o tratamento pode levar de cinco a dez anos até estar disponível para os pacientes.

Isaacs expressa orgulho pela possível contribuição para um grande avanço no tratamento.

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