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O livro que o Facebook não quer que você leia

Ex-diretora do Facebook revela em livro polêmico bastidores da empresa e denúncias de assédio. A obra se torna um best-seller ao trazer à tona possíveis violações regulatórias e as táticas da Meta para silenciar críticas.

Sarah Wynn-Williams, ex-diretora de políticas públicas do Facebook (atual Meta), lançou um livro de memórias intitulado Careless People, revelando experiências e denúncias de assédio na companhia.

Após quase sete anos na empresa e com um forte foco no Brasil, ela expôs casos de possíveis violações regulatórias e a disposição da Meta em colaborar com o Partido Comunista Chinês.

A obra se tornou um best-seller instantâneo, especialmente após a tentativa da Meta de impedir sua divulgação através de uma câmara de arbitragem. A editora Macmillan defendeu a autora, enquanto a Meta criticou o livro como “alegações desatualizadas”.

O livro revela que a Meta estaria disposta a fornecer dados sensíveis ao governo chinês e tenta expor como executivos da empresa prestaram depoimentos “enganosos” ao Congresso dos EUA.

Wynn-Williams também descreve momentos significativos de sua trajetória, como trabalhar no Fórum de Davos e a tentativa frustrada de fazer parceria com o governo de Dilma Rousseff.

Apesar das polêmicas, o livro traz à tona a realidade da influência do Facebook, incluindo seu papel nas eleições de 2016 nos EUA, onde os estrategistas de Donald Trump usaram a plataforma para gerar engajamento com conteúdos controversos.

A crítica ao Facebook é clara: “O Facebook recompensa candidatos outsiders que postam conteúdo inflamatório...”. A obra foi descrita pelo New York Times como “sombriamente engraçada e genuinamente chocante” e pelo Financial Times como “de cair o queixo.”

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