O que é o aplicativo de mensagens Signal, de onde vazaram informações sigilosas sobre segurança do governo Trump
O uso do Signal por altos funcionários dos EUA levanta questões sobre a eficácia e segurança das comunicações em plataformas de mensagens. Especialistas alertam que, mesmo com alta criptografia, o risco de violações se mantém devido à vulnerabilidade do usuário.
O aplicativo Signal ganhou notoriedade após a Casa Branca confirmar que foi utilizado para um bate-papo secreto entre altos funcionários dos EUA.
O editor-chefe da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi adicionado ao grupo e recebeu informações sobre um ataque contra os houthis no Iêmen, apenas duas horas antes do evento.
O episódio gerou forte repercussão, com o líder democrata Chuck Schumer chamando o ocorrido de um dos mais impressionantes vazamentos de inteligência militar da história e solicitando uma investigação.
O que é o Signal? É um aplicativo de mensagens com entre 40 e 70 milhões de usuários, que se destaca pela criptografia de ponta a ponta (E2EE), onde apenas remetentes e destinatários conseguem ler as mensagens.
O Signal, que é de propriedade da Signal Foundation, coleta menos informações dos usuários e não armazena dados como nomes de usuário.
A presidente do Signal, Meredith Whittaker, disse que o Signal é o “padrão ouro” em comunicações privadas.
Apesar de sua segurança, a utilização do Signal para assuntos de segurança nacional é considerada incomum. Especialistas afirmam que normalmente são utilizados sistemas governamentais, como as Scifs, áreas ultrasseguras sem dispositivos pessoais.
Outro ponto de preocupação é o desaparecimento de mensagens no Signal, que pode violar leis de manutenção de registros, caso mensagens confidenciais não sejam encaminhadas a contas governamentais.
Além disso, o Signal e outros aplicativos têm enfrentado tentativas de governos para criar backdoors que permitam acesso a mensagens criptografadas, o que tem gerado polêmicas em várias partes do mundo.
Como conclusão, nenhuma proteção pode garantir a segurança se dados confidenciais forem compartilhados com a pessoa errada — "A criptografia não pode protegê-lo da estupidez".