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O que muda para a indústria automotiva nos EUA com as tarifas de Trump para carros importados?

Trump anuncia tarifas de 25% sobre automóveis importados para proteger a indústria americana. Medida provoca reações de aliados comerciais, que consideram a imposição um ataque direto à livre concorrência.

Tarifas de 25% sobre automóveis importados foram anunciadas pelo presidente Donald Trump. A medida, classificada como “muito modesta”, visa aumentar as receitas em US$ 100 bilhões anuais.

As tarifas entrarão em vigor em 2 de abril e afetarão carros não fabricados nos EUA, além de algumas partes automotivas. Segundo Trump, o objetivo é proteger empregos e riqueza americana.

A guerra comercial se intensifica com impacto em parceiros como Japão, Alemanha e Coreia do Sul. Importadores de veículos do USMCA devem apresentar documentação para evitar taxas sobre partes nacionais.

Trump afirmou que as tarifas são permanentes e que não irá negociar exceções. Analistas estimam que os custos dos carros nos EUA podem aumentar em US$ 12.500, o que pode afetar a inflação.

A União Europeia e o Canadá mostraram descontentamento. Ursula von der Leyen chamou a medida de “lamentável”, enquanto o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, classificou-a como um “ataque direto” à indústria.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores do Brasil mencionou que o país não exporta para os EUA, mas que as tarifas podem gerar reconfiguração na produção global.

As ações de montadoras americanas e suas parceiras internacionais enfrentaram quedas após o anúncio. O S&P 500 caiu 1,1%, enquanto o Ibovespa subiu 0,34%.

Trump também sugeriu a possibilidade de reduzir tarifas sobre a China em troca de apoio na venda das operações do TikTok. A negociação deve ser concluída até 5 de abril.

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