O que vai acontecer com os CDBs do Master caso a venda ao BRB seja aprovada pelo Banco Central?
Investidores do Banco Master aguardam desdobramentos após possível venda para o BRB, enquanto discutem segurança de seus CDBs. Especialistas apontam caminhos que garantem a proteção dos recursos, mas com incertezas sobre a valorização dos ativos do banco.
BRASÍLIA - Investidores de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master aguardam desdobramentos após possível venda do banco para o BRB, estatal de Brasília.
O Master teve crescimento acelerado com emissão de CDBs a taxas de 140% do CDI. Até dezembro de 2024, o banco possuía R$ 49,24 bilhões em CDBs emitidos.
Três cenários se desenham para os investimentos:
- BRB assumirá R$ 23,9 bilhões em passivos do Master, incluindo R$ 4,6 bilhões de CDBs acima de R$ 250 mil por CPF.
- Master será dividido em partes, com BRB, BTG, J&F e ex-sócios adquirindo CDBs correspondentes a ativos.
- Se ativos não cobrirem as dívidas, o FGC garantirá CDBs até R$ 250 mil por CPF.
Especialistas observam que nem todos os ativos do Master têm o mesmo valor no balanço. Uma venda de ativos pode não ser suficiente, levando a um possível socorro do FGC.
No contexto da operação, o Master era visto como um modelo de negócios arriscado, com altos retornos e dívidas. Sua captação ousada, utilizando o FGC, gerou críticas dos grandes bancos.
Como condição para as negociações, Daniel Vorcaro, banqueiro do Master, foi excluído do conselho do novo banco, visando evitar “risco moral” e práticas similares no mercado.