O “terceiro fator” que entrou na conta para o maior ânimo com as ações brasileiras
Estratégistas do Bradesco BBI projetam melhora no sentimento dos investidores em relação ao Brasil, apesar de cautelas em relação ao cenário econômico. A rotação dos mercados emergentes, junto a fatores eleitorais e de juros, traz otimismo moderado para a região.
Investidores nos EUA mantêm otimismo em mercados emergentes, com o Bradesco BBI destacando o potencial contínuo de crescimento no Brasil.
A equipe avalia que, embora cautelosos, há um sentimento de melhora no Brasil, com investidores não querendo perder a alta por conta de catalisadores das eleições e taxas de juros.
Os investidores locais adotam uma postura mais lenta, focando no ciclo eleitoral, enquanto o México divide opiniões entre otimistas e pessimistas, e o interesse na Argentina caiu devido a riscos cambiais e negociações com o FMI.
O Chile atrai atenção pelo aumento dos preços do cobre e as perspectivas eleitorais, enquanto a Colômbia aparenta ter um desempenho antecipado. O BBI se mostra positivo com ações da América Latina em relação ao resto do mundo.
A Argentina é a escolha principal do BBI, seguida pelo México e Chile. Para o Brasil, a equipe segue com uma visão neutra, mas otimista a longo prazo. Indicadores mostram crescimento desacelerando, com a expectativa de taxas de juros mais baixas em um futuro próximo.
O BBI acredita na recuperação dos mercados de capitais no Brasil, que é um dos menores do mundo. Apesar de uma perspectiva positiva, a equipe se mantém cautelosa.
Companhias como Morgan Stanley e JPMorgan têm visões divergentes, com o primeiro mantendo uma postura underweight, enquanto o segundo elevou sua exposição ao Brasil para overweight, dependendo do cenário global.