O viés de aprovação social pode dizimar seu orçamento
Histórias de dissonância cognitiva e aprovação social permeiam o universo do private banking. A busca por aceitação social leva indivíduos a reproduzir estilos de vida insustentáveis, mesmo em meio a grandes rendimentos.
O artigo desta semana traz uma narrativa sobre dissonância cognitiva e aprovação social no contexto de private banking.
A protagonista é uma officer de um grande banco, que apesar de ganhar mais de R$ 1 milhão por ano, vive endividada.
Seu padrão de vida elevado é incompatível com seus rendimentos, refletindo despesas excessivas em aluguel, alimentação e bens de luxo.
Surpreendentemente, sua formação técnica não a ajuda a organizar suas finanças, o que é chocante em um país de grande desigualdade social.
A dissonância cognitiva a leva a racionalizar sua situação como estratégia para se conectar melhor com clientes e impulsionar sua carreira, acreditando que sua vida financeira desordenada é um "investimento."
Além disso, o viés de aprovação social, estudado por Solomon Asch, mostra como o grupo influencia as decisões individuais.
O desejo de ser aceito em uma comunidade leva indivíduos a seguir a manada, o que pode resultar em erros coletivos.
A heroína se espelha em seus clientes ricos, tentando reproduzir seu estilo de vida para criar vínculos e sentir-se parte do grupo.
Esses comportamentos, que também afetam investidores, evidenciam a importância de ter regras claras para decisões financeiras.
Reconhecer os próprios vieses é fundamental para evitar escolhas financeiras prejudiciais.
Hudson Bessa - Economista, sócio da HB Escola de Negócios e Spot Capital Consultoria.