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OEA elege chanceler do Suriname como secretário-geral em tentativa de sair da influência de Trump

Chanceler do Suriname, Albert Ramdin, é eleito por aclamação para o cargo de secretário-geral da OEA, substituindo Luis Almagro após dez anos. A escolha reflete um movimento de apoio de países de esquerda da região e destaca a ruptura com a influência dos EUA na organização.

A Assembleia Geral da OEA elegeu Albert Ramdin como novo secretário-geral por cinco anos, em votação por aclamação, no dia 10 de outubro. Essa escolha marca a saída da influência de Washington na organização após dez anos sob Luis Almagro.

A eleição ocorreu após o apoio em bloco de países governados pela esquerda, levando à renúncia do chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, que buscava apoio dos EUA. Brasil, Bolívia e Uruguai foram fundamentais na eleição de Ramdin.

A OEA enfrenta críticas por sua atuação polarizada sob Almagro, especialmente em relação à Venezuela, Nicarágua e Bolívia. A embaixadora do Brasil, Maria Laura da Rocha, pediu imparcialidade a Ramdin e uma recuperação da confiança na OEA.

Os EUA, representados por Michael Kozak, defendem a gestão de Almagro e pediram que Ramdin priorize a defesa da democracia e o combate à imigração ilegal. Kozak enfatizou a luta contra regimes como Venezuela, Cuba e Nicarágua.

Outras delegações, como a do Peru e da Jamaica, também criticaramm a situação na Venezuela e solicitaram que a OEA se envolva mais na questão democrática no país.

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