Ofensiva de Trump mira finanças de elite das universidades dos EUA
Universidades da Ivy League enfrentam cortes de financiamento federal sob a gestão de Donald Trump devido a supostas falhas em conter protestos antissemitas. A medida gera preocupações sobre a liberdade de expressão e o impacto financeiro nas instituições de ensino superior nos Estados Unidos.
Ofensiva de Trump contra universidades atinge instituições de prestígio da Ivy League. Quatro das oito universidades, Columbia, Harvard, Princeton e Penn, perderam ou estão prestes a perder financiamento público.
A ação do governo se baseia na acusação de que essas universidades não têm feito o suficiente para impedir protestos pró-Palestina nos campi. Trump, alinhado a Israel, caracteriza essas manifestações como antissemitas.
A Columbia foi a primeira afetada, com a retirada de US$ 400 milhões em fundos. A Penn perdeu US$ 175 milhões devido à participação de uma aluna transgênero em seu time de natação. Harvard teve US$ 9 bilhões de fundos sob revisão.
Recentemente, Princeton também notificou perda de fundos, mas o valor não foi especificado. As demais universidades da Ivy League, Brown, Cornell, Dartmouth e Yale, ainda não sofreram cortes.
Os repasses públicos são vitais, representando cerca de 10% do orçamento da maioria das universidades, com casos como o da Johns Hopkins, onde 40% do orçamento veio do governo.
Cortes não afetarão apenas as finanças, mas também a liberdade de expressão. Estudantes têm sido detidos por protestos contra Israel, causando preocupação entre os alunos estrangeiros.
Com menos vozes contrárias no ensino superior, Christopher Eisgruber, reitor de Princeton, afirmou que não fará concessões por conta da perda de verbas, enfatizando a busca pela verdade.
A expectativa é de que o desmonte do ensino superior avance, afetando todo o sistema.