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Oi vê plano de recuperação nos EUA contestado pela V.tal, do BTG. Mas tele também é sócia da empresa; entenda

Oi enfrenta desafios legais na busca por recuperação judicial nos EUA, dificultando acesso a financiamentos essenciais. A contestação da V.tal e a complexidade do processo trazem incertezas para a reestruturação da operadora.

Oi enfrenta contestações na busca por nova recuperação judicial nos EUA sob o Chapter 11, dificultando sua liberação de garantias para financiamento e pagamento de contas.

A V.tal, controlada por fundos do BTG Pactual, questiona a legalidade do pedido da Oi, alegando que a legislação brasileira proíbe recuperação judicial mais de uma vez em cinco anos.

A Oi já está no Chapter 15, mas deseja o Chapter 11 para reestruturação prioritária nos EUA, almejando acesso a até US$ 70 milhões em novo financiamento DIP.

A V.tal argumenta que isso poderia inviabilizar o financiamento no Brasil, levando a um colapso no setor. No entanto, advogados da Oi afirmam que o mercado precisará se adaptar.

A juíza Lisa G. Beckerman sugeriu mediação no Brasil, e até agora não houve decisão sobre o pedido da Oi para cancelar o Chapter 15. Nenhuma empresa brasileira tentou recuperação judicial simultânea nos dois países.

A Oi possui 27,3% na V.tal e cerca de R$ 30 milhões em caixa, com R$ 1,2 bilhão em dívidas não pagas. O total da dívida da Oi é de aproximadamente R$ 11 bilhões.

O não acesso ao novo financiamento pode resultar em graves déficits de liquidez, como alertado pelo presidente Marcelo Milliet. Em maio, a Fitch Ratings rebaixou a classificação da Oi de "CCC" para "C", destacando uma deterioração em sua situação financeira.

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