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ONU declara situação de fome em Gaza

Cinquenta mil pessoas em Gaza enfrentam fome extrema em meio ao conflito, enquanto Israel rejeita alegações da ONU e intensifica ameaças contra a cidade. A situação humanitária se agrava com pressões militares e promessas de destruição caso as condições do governo israelense não sejam atendidas.

ONU declara fome em Gaza após alerta de especialistas que indicam que 500.000 pessoas enfrentam situação "catastrófica". A declaração ocorre enquanto Israel ameaça destruir a Cidade de Gaza.

A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) confirma que a fome atinge a população na Cidade de Gaza e deve se espalhar para Deir al Balah e Khan Yunis até o final de setembro.

Israel rejeita o relatório e afirma: "Não há fome em Gaza".

Gaza representa quase 20% do território palestino, com mais de 2 milhões de habitantes. O relatório da ONU destaca que meio milhão de pessoas enfrenta penúria alimentar severa.

O diretor do Ocha, Tom Fletcher, crítica a obstrução israelense e afirma que a fome "poderia ter sido evitada".

O Alto Comissário da ONU considera um crime de guerra utilizar a fome como arma, enquanto o secretário-geral, António Guterres, clama por um cessar-fogo imediato e acesso humanitário irrestrito.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaça destruir a Cidade de Gaza se o Hamas não aceitar condições de desarmamento.

Netanyahu sinaliza apoio a negociações para libertação de reféns. A situação é crítica, com multidões em Gaza clamando por alimento.

Israel controla quase 75% do território palestino e convocou 60.000 reservistas para conquistar a Cidade de Gaza. O conflito iniciado em outubro de 2023 resultou em 1.219 mortos em Israel e aproximadamente 62.192 palestinos mortos.

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