ONU exige responsabilização de Israel após ataque aéreo em Gaza; seis jornalistas morreram
ACNUDH cobra responsabilidade de Israel pelos ataques, enquanto o número de jornalistas mortos em Gaza atinge recorde histórico. Investigação sobre o ataque ao Hospital Nasser é anunciada, mas críticas sobre a tática militar "double tap" persistem.
Sequência de ataques aéreos ao Hospital Nasser em Gaza deixou ao menos 20 mortos, incluindo cinco jornalistas.
O ACNUDH cobra responsabilização de Israel, destacando o aumento das mortes de profissionais da imprensa. Desde outubro de 2023, ao menos 247 jornalistas palestinos foram mortos, o maior número na História moderna.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou uma investigação sobre os ataques, chamando-os de "erro trágico". Contudo, não mencionou a tática do "double tap", onde uma segunda explosão atinge o mesmo local, aumentando o número de vítimas entre socorristas e jornalistas.
No Hospital Nasser, duas explosões ocorreram, afetando pronto-socorro e unidades internas. Identidades dos jornalistas mortos foram confirmadas:
- Husam al-Masri, cinegrafista da Reuters.
- Mariam Dagga, freelancer da Associated Press.
- Mohammad Salama, da al-Jazeera e Middle East Eye.
- Ahmed Abu Aziz, freelancer do Middle East Eye.
- Moaz Abu Taha, colaborador de vários veículos de imprensa.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques, pedindo investigação rápida. A repercussão internacional gerou reações condenatórias, com líderes como David Lammy e Emmanuel Macron exigindo respeito ao direito internacional.
Organizações de defesa da liberdade de imprensa ressaltaram que jornalistas seguem vulneráveis em zonas de conflito, exigindo ações firmes contra Israel pela continuidade das agressões.