ONU rebate após Israel negar fome em Gaza: ‘Somos testemunhas de pessoas morrendo’
Agências da ONU revelam evidências alarmantes de fome severa na Faixa de Gaza, contradizendo a posição de Israel. Especialistas alertam que a situação pode se agravar rapidamente a menos que o bloqueio seja suspenso.
Agências da ONU reafirmam que a fome severa é uma realidade na Faixa de Gaza, contradizendo a posição de Israel, que nega essa situação.
Nesta sexta-feira (22), o chefe da OMS para os Territórios Palestinos, Rik Peeperkorn, afirmou, em videoconferência, que tem testemunhado mortos por fome nas comunidades locais.
A Classificação Integrada da Segurança Alimentar (CIF), apoiada pela ONU, declarou fome em Gaza, afetando meio milhão de pessoas no norte, e prevê que a situação se agravará se o governo israelense não suspender o bloqueio que impede a entrada de alimentos.
Israel refutou a existência de fome severa, chamando a declaração de “campanha fraudulenta” do Hamas e acusando a CIF de manipulação, afirmação contestada por especialistas e documentos revisados.
O diretor de Segurança Alimentar do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Jean Marten Bauer, defendeu a CIF como padrão de referência mundial e explicou que as medidas de desnutrição utilizadas são aceitas no protocolo da CIF.
As autoridades israelenses alegaram que a CIF alterou o critério de avaliação, mas uma revisão do relatório pela Agência EFE mostrou que 30% dos lares em Gaza já enfrentavam fome crítica em agosto, previsão que deve aumentar em setembro.
A diplomacia israelense continua negando a gravidade da situação, afirmando que as previsões da CIF são infundadas.
Com informações da EFE