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OPAs hostis? Empresas têm adotado medidas para se blindar de ofertas de compra

Empresas listadas enfrentam risco de ofertas hostis com queda de preços das ações. Movimentos de controle acionário e fechamento de capital se tornam tópicos relevantes para investidores e analistas do mercado.

Consequências da Queda nos Preços das Ações:

A queda expressiva dos preços das ações expõe empresas a ofertas hostis no mercado.

A Hypera (HYPE3) anunciou que o Grupo Votorantim dobrou sua participação na farmacêutica, atingindo 11% do capital.

A Hapvida (HAPV3), do setor de planos de saúde, implementou uma “pílula de veneno” que exige oferta pública de aquisição de ações no caso de acionistas atingirem 20% do capital.

O fechamento de capital pode gerar conflitos entre acionistas e riscos de imagem, já que muitos não querem vender ações na baixa.

Esse movimento também tem custos significativos e pode afetar futuras ofertas iniciais de ações (IPO).

Movimentações de Grupos Estrangeiros:

Decisões de matrizes de grupos estrangeiros, como o Carrefour, geram atenção. O Carrefour Brasil (CRFB3) anunciou intenção de fechar seu capital, detendo 70% de participação.

  • O Bradesco BBI identificou 31 empresas dominadas por estrangeiros na América Latina, com média de 54% de participação no capital.
  • Analistas consideram preocupações sobre a diminuição do mercado de ações no Brasil “exageradas”.

Durante reuniões do Santander Brasil (SANB11), investidores questionaram sobre o potencial fechamento de capital pela matriz espanhola. O analista Eduardo Nishio ressalta que não há sinalizações desse movimento.

As preocupações se agravam devido ao valor "barato" da filial brasileira comparado à matriz em Madri e ao fechamento da subsidiária mexicana em 2023.

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