Operação Carbono Oculto: Ilegalidade é um câncer que toma conta do nosso país, diz Ometto, da Cosan
Ilegalidade no setor de combustíveis é alvo de operação em oito estados, com apoio do Instituto Combustível Legal. Empresários alertam para os danos econômicos e sociais causados pela infiltração do crime organizado.
Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, criticou a ilegalidade no Brasil, comparando-a a um câncer, durante a Operação Carbono Oculto em 28 de setembro. A operação visa desarticular o crime organizado no setor de combustíveis e foi realizada em oito estados.
Após o evento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, Ometto reagiu à queda de mais de 10% nas ações da Raízen, afirmando: “Só?” quando informado sobre a alta das ações.
Ele lembrou que a compra da Esso em 2008 foi motivada por ilegalidade e concorrência desleal. Em sua fala, Ometto também comentou sobre os juros altos no Brasil e a compra de participação na Vale, a qual considerou um erro. “Perdemos dinheiro”, disse ele.
O Instituto Combustível Legal (ICL) apoiou a operação e destacou que a Carbono Oculto envolve 350 alvos com mandados de prisão e busca e apreensão. O ICL alertou sobre os crimes contra a ordem econômica, como adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro, enfatizando a necessidade de ação contra o crime organizado.
Emerson Kapaz, presidente do ICL, ressaltou a urgência na aprovação de leis que punam práticas ilícitas e defendam a integridade do setor, afirmando que o crime organizado causa prejuízos econômicos e sociais significativos.