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Operação contra PCC mostra que Brasil é como Colômbia e México: bilhões do tráfico estão entre nós

Operação revela como facções criminosas utilizam a economia legal para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Especialistas alertam para o potencial aumento da infiltração em setores estratégicos nos próximos anos.

A megaoperação Carbono Oculto revelou a atuação bilionária de organizações criminosas no Brasil, que usam setores da economia para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

A operação constatou que foi movimentado mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, infiltrando-se na cadeia de combustíveis e no sistema financeiro nacional.

Especialistas alertam que esse cenário se repete em outros países da América Latina, como Colômbia e México.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam um faturamento anual de R$ 61,5 bilhões apenas no setor de combustíveis. O faturamento do crime como um todo pode ultrapassar R$ 348 bilhões, com perdas tributárias de R$ 72 bilhões.

O foco principal das organizações criminosas é o tráfico de drogas, especialmente cocaína, cuja venda poderia gerar R$ 335,1 bilhões anuais, se comercializada na Europa.

Com a presença de países produtores próximos, como Colômbia e Peru, o Brasil se torna um ponto estratégico para a distribuição de drogas.

Bruno Pantaleão, pesquisador, mostra que a infiltração em negócios legalizados tem como objetivo lavar dinheiro e garantir uma infraestrutura para o tráfico.

Gabriel Patriarca, especialista em crime organizado nos portos, alerta sobre a infiltração do PCC, que pode vir a controlar terminais portuários usando empresas laranjas.

Ele compara o contexto brasileiro com o da 'ndrangheta' na Itália, ressaltando a necessidade de vigilância contra a infiltração do PCC na economia legal.

Com operações como a Carbono Oculto, a complexidade do crime organizado deve se intensificar, tornando-se uma realidade mais frequente e menos surpreendente.

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