Operação da PF prende 6, mas 8 ainda estão foragidos
Ações da Polícia Federal visam desarticular uma organização criminosa que movimentou bilhões no setor de combustíveis. Apesar da complexidade da operação, alvos importantes continuam foragidos.
Operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro: Das 14 prisões preventivas, apenas 6 foram cumpridas; 8 suspeitos estão foragidos.
As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank visam postos de combustíveis, fintechs, fundos de investimento e membros do PCC.
Segundo Dennis Cali, diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, "alvos importantes não foram encontrados" e o cumprimento das ordens judiciais está em andamento.
Foram solicitados 43 mandados de busca pela Justiça Federal do Paraná e 12 pela Justiça Federal de São Paulo. Cerca de 1.400 agentes estão atuando na operação.
A Receita Federal detectou irregularidades em mais de 1.000 postos em 10 Estados, que movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Uma força-tarefa integrada por várias instituições investiga um total de 350 alvos, que são pessoas físicas e jurídicas em 8 Estados.
A Receita Federal descreveu um "sofisticado esquema" da organização criminosa, onde a sonegação fiscal e adulteração de combustíveis prejudicavam consumidores. A PF apurou R$ 23 bilhões em movimentações ilícitas.
A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional bloqueou R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos. O ministro Ricardo Lewandowski classifica a operação como uma das maiores da história do Brasil.
Entre os alvos, estão a Reag Investimentos e o BK Bank. Uma fintech funcionou como "banco paralelo", movimentando R$ 46 bilhões e facilitando a ocultação de recursos.
Os criminosos exploraram brechas regulatórias, como a "conta-bolsão", dificultando o rastreamento financeiro.