Operação mostra como PCC virou a máfia brasileira
A Operação Carbono Oculto expõe a complexa relação entre a facção criminosa PCC e setores econômicos no Brasil. A investigação visa desmantelar um esquema que envolve corrupção e evasão fiscal em diversas áreas, evidenciando a sofisticação das práticas criminosas.
Em 1931, o gângster Al Capone foi preso por evasão fiscal. Este evento inspirou a Operação Carbono Oculto, da Receita Federal, que investiga a máfia Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação visa desmantelar o poder do PCC, que se expandiu além do tráfico de drogas, afetando economias locais, principalmente no Nordeste.
A Carbono Oculto busca interligar investigações e expor as 42 instituições ligadas ao PCC, que se entrelaçam com grupos econômicos, revelando um sistema mais complexo do que se imagina.
Um presidente de empresa paulista sugere que até 150 parlamentares poderiam estar implicados em financiamentos do crime. A complexidade da prova é o maior desafio da Receita e da Polícia Federal.
Além disso, os casos de corrupção e envolvimento com o PCC se estendem ao setor de combustíveis. Um recente escândalo no Amapá envolveu navios russos que desviavam ICMS, causando prejuízos de R$ 1 bilhão para estados como São Paulo.
A contínua investigação está atenta a possíveis ligações com o PCC, que tem um controle robusto sobre a distribuição de combustíveis no Brasil.
Afonso, um fim no incentivo ao diesel russo foi notado, quando o Amapá perdeu sua condição de porto preferencial.