Operação para repatriar brasileira ligada ao Estado Islâmico contou com Cruz Vermelha e escolta armada
Governo brasileiro realiza complexa operação de repatriação da cidadã Karina Barbosa e seu filho após quase dez anos. A missão, apoiada pela Cruz Vermelha, enfrentou riscos em áreas com presença do Estado Islâmico na Síria.
Operação de Repatriação do governo brasileiro trouxe a única cidadã nacional viva do Estado Islâmico.
A missão envolveu apoio da Cruz Vermelha e escolta de soldados armados, atravessando áreas com presença do grupo terrorista na Síria.
Representantes da Embaixada do Brasil em Damasco percorreram 1.500 km em quatro dias, passando por Raqqa, a capital do califado.
Karina Barbosa, de 28 anos, foi repatriada após quase dez anos fora de casa, em uma complexa negociação com forças curdas e o novo governo sírio.
Ela foi a primeira prisioneira ligada ao Estado Islâmico a deixar Rojava rumo a Damasco com autorização oficial.
A operação ocorreu após a queda do regime de Bashar al-Assad, permitindo negociações com os curdos sem desconsiderar Damasco.
Centenas de mulheres e crianças já haviam sido repatriadas por outros países, mas sem a autorização do governo sírio.
Após a repatriação, Karina e seu filho foram levados a um hotel em Amuda, sob proteção de soldados curdos. Eles sofreram de problemas gástricos durante a jornada.
Após passarem a noite em Damasco, mãe e filho deixaram a Síria em direção a São Paulo, onde foram reunidos com a família.
O menino, de sete anos, vivenciou emocionantes reencontros e a realização do sonho de dormir em uma cama só pela primeira vez.