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Opinião | Menos pão, mais canhão: soberania brasileira vulnerável na nova era Trump

A nova política de desengajamento dos EUA sob Trump provoca incertezas na segurança global e pode impactar a defesa do Brasil e da América do Sul. O país enfrenta vulnerabilidades crescentes em meio a um cenário de rearmamento e fragilidade das alianças tradicionais.

Trump busca desengajar os EUA da segurança global

O presidente Donald Trump está determinado a implementar uma política protecionista e a retirar os EUA de sua função de garantidor de segurança mundial, afetando países ameaçados geopoliticamente, inclusive o Brasil.

Trump anunciou que não financiará mais a Guerra da Ucrânia contra a Rússia e fez a União Europeia aumentar seu investimento em defesa, resultando no rearmamento da Alemanha e do Japão.

A ampla aliança da Otan está abalada, e a Polônia teme ser a próxima vítima no cenário geopolítico. O primeiro-ministro Donald Tusk declarou que o país se sentirá mais seguro com um arsenal nuclear.

A Turquia e a Hungria também sentem ameaças, enquanto a Coreia do Sul e Taiwan temem o abandono por seus aliados históricos.

A nova ordem global proposta por Trump gera incertezas, e as alianças internacionais começam a mudar. O Brasil e a América Latina não ficarão imunes a essas transformações.

A OEA pode ser impactada, sinalizando o crepúsculo da Doutrina Monroe. As forças armadas sul-americanas podem buscar ampliar seu poderio diante de uma nova realidade.

O Brasil enfrenta vulnerabilidades, como a criminalidade organizada e a falta de um programa de defesa, em um momento crítico onde a proteção dos EUA se encontra em risco.

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