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Opinião | Novo consignado privado é bem desenhado, mas roupagem política coloca programa na berlinda

Novo programa de crédito consignado privado visa baixar juros e aumentar a oferta de financiamento, mas enfrenta críticas por sua politização. A proposta, que já era uma medida técnica, agora é vista como estratégia eleitoral, gerando desconfiança em meio ao aumento das taxas de juros.

Novo programa do consignado privado tem como objetivo aumentar a competição entre bancos e reduzir os juros para trabalhadores.

A proposta inclui o uso de 10% da multa do FGTS como garantia para instituições financeiras, uma medida que já existe, mas não foi regulamentada.

Porém, o programa ganhou aspecto político após cerimônia no Palácio do Planalto e comentários da ministra Gleisi Hoffmann, tornando-se visto como proposta eleitoreira.

O anúncio enfrenta dois problemas principais:

  • Alta dos juros pelo Banco Central, com taxas médias acima de 2,92% ao mês, acima da média anterior de 2,73%.
  • Estímulo ao consumo, com Lula incentivando empréstimos para “aumentar o patrimônio” e alertando para o uso responsável.

A Fazenda acredita que os juros da nova modalidade vão cair após o início da operação dos grandes bancos em 25 de abril. A comparação é feita com o CDC, que tem taxas de 6% e não oferece garantias.

No entanto, há receio de que a politização do programa leve à pressão sobre a Caixa e bancos públicos, o que pode ser prejudicial.

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