Opinião | Queda na popularidade de Lula: uma doença sem diagnóstico claro e, portanto, sem cura certa
Queda na popularidade de Lula surpreende governo, que esperava recuperação em abril. Desaprovação atinge 56%, impulsionada por fatores econômicos e mudanças na sociedade brasileira.
Pesquisa Genial/Quaest revela queda na popularidade de Lula: a desaprovação chega a 56%, surpreendendo o governo, que esperava recuperação em abril.
Apesar do crescimento do PIB e da menor taxa de desemprego, o mau humor da população revela um diagnóstico incerto. As causas da rejeição a Lula ainda não estão claras, o que complica o tratamento para essa "doença".
O governo tenta se autoenganar, acreditando em seus programas, mas falha na comunicação. Neste cenário, uma grande solenidade no Palácio do Planalto visa divulgar os feitos da gestão.
A inflação de alimentos é um dos fatores importantes. A pesquisa indica que a rejeição é mais alta entre aqueles que ganham até dois salários mínimos.
A primeira-dama Janja também é vista com aversão, recebendo o apelido de “Esbanja”, embora seja parte de uma estrutura governamental complexa.
Outro ponto relevante é a mudança na sociedade brasileira, especialmente entre o segmento evangélico, que registra quase 70% de rejeição a Lula. Para muitos, seu governo representa valores que combatem o conservadorismo.
A construção do discurso bolsonarista, acusando Lula de ser um bandido, também impacta sua imagem. Este discurso atrai cerca de 1/3 dos brasileiros.
Além disso, há o fator do cansaço com Lula, presente na política há mais de quatro décadas. A desaprovação entre jovens de 16 a 34 anos é de 64%.
Por fim, apesar de algumas especulações sobre a recuperação de Lula, a verdade é que a cabine de comando ainda não tem um plano claro para lidar com a queda de popularidade do presidente.