Opinião | Retirar alimentos e energia do cálculo da inflação é puro oportunismo eleitoreiro
Proposta do vice-presidente para medir inflação ignora a realidade dos preços voláteis. Análise revela que isso pode agravar a situação econômica em vez de solucioná-la.
Proposta do Vice-Presidente: O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio sugeriu que o Banco Central (BC) usasse uma medida alternativa de inflação, excluindo preços de alimentos e energia.
A crítica: Essa solução é considerada oportunismo eleitoreiro que, se adotada, agravaria a inflação.
Dados Ignorados: O IPCA, sem o impacto de alimentos e energia, atingiu 4,53% nos últimos 12 meses, acima da meta e do intervalo de tolerância.
Implicações: A proposta sugeriria uma meta de inflação inferior à atual, com um intervalo de tolerância mais apertado, mas o problema da inflação persistiria.
Contexto: A inflação não é causada por alguns preços, mas é um fenômeno que afeta a maioria dos produtos, com aumentos superiores a 4,5% nos últimos 12 meses.
Observação: O vice-ministro parece não ter analisado os números antes de fazer sua proposta.
Proposta Alternativa: Sugestão de criar um “núcleo por altas aparadas”, excluindo do IPCA todos os preços em alta, para manter a inflação artificialmente abaixo da meta e permitir a redução da Selic.
Conclusão: A proposta original do vice-presidente não é uma solução adequada para controlar a inflação.