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Oposição aproveita fraqueza de Milei e instala comissão para investigar escândalo de cripto

Oposição finalmente avança na formação de comissão que investigará o escândalo da criptomoeda $Libra, afetando a imagem do governo Milei. A nova estrutura da comissão visa vencer o empate anterior e promete respostas sobre as acusações de corrupção envolvendo a família do presidente argentino.

Oposição instala comissão especial de investigação sobre o escândalo da $Libra, promovido pelo presidente argentino Javier Milei, após cinco meses de tentativas governistas.

A decisão ocorre em meio a uma fragilidade do governo, afetado por outra investigação de corrupção envolvendo áudios de um ex-diretor da agência para pessoas com deficiência e a irmã de Milei, Karina.

Maximiliano Ferraro, da Coalizão Cívica, foi escolhido presidente da comissão, que enfrentou impasse de 14 a 14 votos entre membros desejando aprofundar a investigação e aqueles que se opunham.

O impasse surgiu pela necessidade de assegurar assentos para partidos menores, como Coalizão Cívica e Frente de Esquerda, enquanto libertários e o PRO formaram um novo bloco misto, gerando equilíbrio de forças e impedindo a escolha de um presidente.

A nova resolução estipula que em caso de empate, o presidente será o deputado mais apoiado pelos blocos maiores. Ajustes no quórum e no sistema de votação foram incluídos.

Após a derrota, o grupo de A Liberdade Avança decidiu não participar das reuniões, enquanto a oposição espera que a comissão obtenha respostas até 10 de novembro.

O caso $Libra remonta a fevereiro do ano passado, quando Milei publicou uma mensagem no X promovendo o projeto “Viva La Libertad Project”. O token, volátil, causou perdas a investidores e levantou questionamentos sobre a facilitação de Karina Milei na divulgação do projeto.

A investigação também se estende aos Estados Unidos.

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