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Oposição e Centrão tentam brecar ‘bônus duplo’ para Lula com o projeto

A proposta de isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil enfrenta resistência política, com preocupações sobre impactos fiscais e estratégicas eleitorais. O governo busca um consenso para aprovar o projeto, crucial para sua agenda e futuro político.

Discussão sobre Imposto de Renda é puramente política, com foco na compensação financeira para elevar a faixa de isenção a R$ 5 mil mensais.

Integrantes da oposição e parte do Centrão disfarçam a corrida eleitoral de 2026 com argumentos sobre cortes de gastos e prejuízos a setores.

O projeto, aprovado em julho em comissão, reflete o auge da estratégia do governo de cobrar “justiça social” do Congresso, incorporando uma proposta de IR mínimo de 10% para rendas acima de R$ 1,2 milhão, incluindo dividendos.

Parlamentares avaliam que aprovar a expansão do IR e compensação nas condições atuais seria um “bônus duplo” ao governo Lula, proporcionando ganho eleitoral enquanto buscam consolidar um adversário para 2026.

A insatisfação com o pagamento de emendas parlamentares, especialmente os R$ 7,3 bilhões para emendas Pix, também influencia o ambiente político, com novas exigências do STF dificultando a liberação.

A oposição tenta vincular a discussão à anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, enquanto a Fazenda espera aprovação da compensação, que terá um impacto de R$ 25 bilhões no primeiro ano.

O governo busca alinhar a aprovação do projeto entre Câmara e Senado como seu principal objetivo e trunfo para a reeleição.

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