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Orçamento de 2026 deve depender mais de receitas extras

A execução da Lei Orçamentária Anual de 2026 está sob pressão, com analistas destacando a importância do comportamento da arrecadação e do cenário econômico. Desafios fiscais emergem devido à desaceleração da economia e à rigidez nas despesas, levantando dúvidas sobre o cumprimento das metas estabelecidas.

Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026: analistas alertam sobre adependência crescente da execução orçamentária em relação ao cenário cíclico e parâmetros do governo.

A execução orçamentária está influenciada pela arrecadação cíclica, afetada pelo dólar e pela desaceleração da economia domestica.

O dólar impacta a política monetária e a percepção de risco, enquanto a desaceleração econômica reflete no PIB e no IGP-DI.

O economista do Santander, Ítalo Franca, destaca que as expectativas orçamentárias de 2026 estarão mais ligadas a parâmetros econômicos, prevendo um crescimento de 1,5% do PIB, abaixo da projeção oficial de 2,5%.

Franca sugere que a reserva de receitas extraordinárias para 2026 é fundamental, como leilões de petróleo e dividendos, para melhorar a viabilidade orçamentária.

O economista-chefe da Warren, Felipe Salto, aponta que a desaceleração econômica complicará o cumprimento da meta de superávit de 0,25% do PIB sem contingenciamento significativo.

No aspecto das despesas, Franca enfatiza a importância dos gastos discricionários livres, que será de R$ 83 bilhões. A gestão orçamentária pode ser desafiadora devido a gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Salto critica a rigidez das despesas e a crescente vinculação de emendas parlamentares. A previsão indica que a meta de 2026 pode precisar ser alterada em cerca de R$ 46,5 bilhões.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, defende que as previsões de receitas asseguram a manutenção da meta fiscal para 2026, destacando que as receitas estão dando confiança para manter a expansão de gastos.

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