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Orçamento: valor destinado para emendas é maior do que a verba de 32 dos 38 ministérios em 2025

A aprovação do Orçamento de 2025 ocorre após um longo atraso e destaca a prioridade das emendas parlamentares sobre os orçamentos ministeriais. A proposta, que aguarda sanção presidencial, inclui R$ 50,4 bilhões em emendas, com 77% desse valor sendo impositivo.

O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2025 com mais de três meses de atraso nesta quinta-feira. A proposta segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A previsão é de R$ 50,4 bilhões para emendas parlamentares, superando o orçamento de 32 dos 38 ministérios do governo.

Entre todos os ministérios, apenas os da **Previdência**, **Desenvolvimento e Assistência Social**, **Saúde**, **Educação**, **Defesa** e **Trabalho** têm despesas superiores às emendas.

Os gastos com emendas são maiores que os orçamentos de pastas como Transportes (R$ 29 bilhões) e Justiça (R$ 22 bilhões).

O relatório do senador Angelo Coronel (PSD-BA) confirmou R$ 11,5 bilhões para emendas de comissão, que estão sendo questionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por falta de transparência.

O ministro Flávio Dino deu dez dias para a Câmara, o Senado e a Advocacia-Geral da União se manifestarem sobre novas regras para emendas que permitem omissão da identificação dos autores.

Do total indicado por parlamentares, 77% são impositivas, obrigando o governo a pagá-las. As que não são obrigatórias fazem parte de negociações políticas.

Neste ano, o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, ficou com a maior fatia, comandando R$ 4,8 bilhões.

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