Os avanços no raciocínio da AI que surpreenderam a Bridgewater
Modelos de inteligência artificial do Google e da OpenAI superam expectativas ao conquistar medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática, revelando avanços significativos em raciocínio lógico e resolução de problemas complexos. Essa conquista não apenas marca um avanço técnico inédito, mas também levanta discussões sobre o futuro das aplicações da AI em diversas áreas, incluindo finanças e políticas públicas.
Pela primeira vez, modelos do Google e da OpenAI conquistaram medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO).
Esse feito, relatado pela Bridgewater Associates, marca um avanço inédito na inteligência artificial (IA). A prova da IMO exige raciocínio estruturado, o que a torna um verdadeiro teste de capacidade de pensamento lógico.
O co-CIO da Bridgewater, Greg Jensen, e o chief scientist, Jas Sekhon, ficaram surpresos. Pesquisadores estimavam que levaria até 18 anos para uma IA alcançar esse nível; levaram apenas 4 anos.
Esse progresso sugere que a IA está se aproximando dos métodos gerais de raciocínio, o que abre novas oportunidades em finanças, macroeconomia e políticas públicas.
No entanto, Yann LeCun, cientista-chefe de IA da Meta, é cético. Ele argumenta que os Large Language Models (LLMs) acumulam erros ao prever a próxima palavra, comprometendo o raciocínio complexo.
Segundo a Bridgewater, dois avanços técnicos foram decisivos:
- Aprendizado por reforço com recompensas verificáveis (RLVR).
- Test-time compute, que permite maior tempo de processamento ao modelo.
Os três estágios principais do desenvolvimento de um modelo de IA são:
- Pre-training: exposição a grandes volumes de texto.
- Post-training: refinamento para maior utilidade e segurança.
- Test-time compute: quando o modelo responde.
Esta combinação permitiu que modelos de RLVR de alta qualidade mantivessem respostas coerentes na IMO, superando desafios até então restritos a poucos humanos.
A vitória na IMO reposiciona o valor dos reasoning traces, dados detalhados de processos de decisão, ativos disputados por laboratórios de IA.
Empresas com décadas de investimentos podem estar bem-posicionadas para aproveitar essa nova dinâmica, utilizando o histórico de raciocínios como ativo estratégico.
Para o mercado, isso indica que a evolução da IA é mais acelerada do que se pensava. Se essas capacidades de raciocínio se difundirem, poderão redefinir a competitividade entre empresas e países.
Jensen afirma: "O que parecia distante já está acontecendo." Compreender e explorar essas capacidades será crucial na economia da inteligência artificial.