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Os misteriosos desaparecimentos que assustam moradores de uma pequena ilha do Caribe

Famílias em Antígua enfrentam angústia e incerteza após sérios desaparecimentos de pessoas, que revelam uma possível crise de segurança na ilha. A polícia local investiga as causas, incluindo especulações sobre tráfico de órgãos e gangues operando na região.

Patricia Joseph convive com a dor do desaparecimento de sua mãe, Hyacinth Gage, há seis anos, em Antígua. O caso é apenas um entre muitos misteriosos desaparecimentos na ilha, que nas últimas décadas tem visto um aumento alarmante.

Em maio de 2019, Hyacinth, que foi a um hospital para uma consulta, nunca mais voltou. Desde então, a família tem se desdobrado em buscas sem sucesso, enfrentando a indiferença policial e a angústia de não saber o que aconteceu.

A situação é considerada uma crise por muitos, com pelo menos nove pessoas desaparecidas nos últimos dois anos, incluindo homens e uma menina de apenas nove anos. Patricia acredita que a falta de vontade investigativa da polícia, aliada a rumores de tráfico de órgãos, torna o problema mais sério.

O comandante da polícia, Everton Jeffers, admite que a comunicação do corpo policial precisa ser melhorada e que vão investigar qualquer hipótese levantada. No entanto, muitos cidadãos sentem que a polícia não está fazendo o suficiente.

O alto número de desaparecimentos em Antígua é uma preocupação crescente. Aaron documentou quase 60 casos e sugere que a impunidade criminal pode agravar ainda mais a situação. A falta de recursos e de um laboratório forense local também contribui para a dificuldade nas investigações.

Diante da falta de respostas, alguns familiares, como Gregory Bailey, pai de Kevorn, que desapareceu após uma ligação suspeita, expressam frustração. Ainda este ano, dois novos casos foram registrados, aumentando a urgência por ação efetiva.

Com o governo prometendo novas medidas, como uma força-tarefa e cães treinados para detectar cadáveres, a esperança por um desfecho se esgota. Como Patricia pontua, “é hora de agir de verdade.”

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