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Os temores do Brasil diante do imprevisível tarifaço de Trump: 'País está na mira da Casa Branca'

Governo brasileiro tem expectativa de um impacto significativo nas exportações devido ao novo tarifaço de Trump. Enquanto isso, Lula busca evitar medidas punitivas e defende negociações para mitigar as consequências.

Governo e exportadores brasileiros estão preocupados com o novo tarifaço do governo Trump, que pode elevar impostos de importação nos EUA. O anúncio está previsto para quarta-feira (2/4).

Trump acredita que tarifas mais altas protegerão a indústria americana, enquanto críticos alertam para uma guerra comercial global.

O Brasil, segundo maior parceiro comercial dos EUA, pode enfrentar um impacto variável, desde taxações específicas até um aumento linear em todas as importações.

A política de reciprocidade de Trump sugere que as tarifas dos EUA correspondam às do Brasil, que possui barreiras comerciais significativas.

Recentemente, o Senado brasileiro aprovou um projeto para reagir a barreiras comerciais, impulsionado pela nova política tarifária dos EUA.

Trata-se de um cenário incerto, com os EUA já aplicando uma taxa de 25% sobre aço e alumínio. O etanol brasileiro também pode ser afetado, com a taxa podendo subir de 2,5% para 18%.

Lula tenta evitar essas taxações e não descarta acionar a OMC. O ministro Fernando Haddad considera um tarifaço injustificável, dado o déficit comercial do Brasil com os EUA.

O Brasil tem um histórico de mais importações que exportações para os EUA, acumulando US$ 43 bilhões de déficit nos últimos dez anos. Estatísticas mostram que os EUA compraram US$ 40,4 bilhões em produtos brasileiros e venderam US$ 40,7 bilhões para o Brasil no último ano.

Analistas preveem que o Brasil pode ser incluído em uma tarifa global de 10% a 25%, dependendo da política de Trump e das relações bilaterais.

Tarifas brasileiras são, em média, mais altas para produtos americanos, com uma taxa média de 11,3% sobre importações dos EUA, enquanto produtos brasileiros enfrentam taxas médias de 1,3% nos EUA.

A União Europeia é vista como um alvo, mas a preocupação maior recai sobre possíveis aumentos no etanol e a reação do Brasil contra a elevação das tarifas.

Lula afirmou que irá à OMC se necessário, enquanto o Congresso brasileiro discute novas ferramentas de reação.

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