Outras gigantes do varejo também são acusadas em esquema de propinas de R$ 1 bilhão
Ministério Público investiga esquema de corrupção envolvendo varejistas e auditor fiscal em São Paulo. Dirigentes da Ultrafarma e Fast Shop foram presos, e outras empresas do setor podem estar envolvidas.
Investigação do Ministério Público de São Paulo resulta na prisão de dirigentes da Ultrafarma e da Fast Shop por suposto envolvimento em esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda.
Outras empresas, como Grupo Nós (Oxxo), Rede 28 (postos de combustíveis), Kalunga (papelaria) e All Mix (distribuidora), também são citadas.
Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal, é apontado como o “cabeça” do esquema, recebendo mais de R$ 1 bilhão em propinas para facilitar pedidos de ressarcimento de ICMS-ST. Ele foi preso e documentos foram apreendidos.
A investigação busca esclarecer se outras grandes varejistas participaram do esquema. De acordo com o promotor Roberto Bodini, várias empresas podem ter se beneficiado.
Desde 2024, Artur recebeu propostas para prestação de serviços por meio de uma empresa de fachada, Smart Tax, registrada em nome de sua mãe. Outros profissionais, incluindo contadores e um auditor aposentado, também estão sendo investigados.
As comunicações entre Artur e outras contadoras revelam colaboração em pedidos de ressarcimento fraudulentos.
A Secretaria da Fazenda está colaborando com as investigações e instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor envolvido.
O Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado de São Paulo (Sinafresp) repudia a corrupção, afirma a integridade da maioria dos auditores e pede rigor nas investigações.