Pai do genro de Trump e perdoado pelo presidente dos EUA: quem é o embaixador dos EUA em Paris
França expressa indignação com declarações do embaixador dos EUA, destacando a necessidade de respeito à soberania nacional. O Ministério das Relações Exteriores critica a interferência nos assuntos internos do país em meio a tensões diplomáticas.
França convoca embaixador dos EUA após comentários “inaceitáveis” sobre Emmanuel Macron.
No último domingo, 24, o embaixador dos EUA em Paris, Charles Kushner, foi convocado pelo governo francês após acusações de falta de ações contra o antissemitismo.
O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que as declarações de Kushner vão contra o direito internacional e a Convenção de Viena que proíbe interferência em assuntos internos.
Kushner declarou que diariamente ocorrem agressões a judeus na França, incluindo vandalismos em sinagogas e escolas.
No final de julho, Macron anunciou que a França reconheceria o Estado palestino na Assembleia Geral da ONU em setembro.
Kushner, que foi perdoado por Trump em dezembro de 2020 após se declarar culpado de evasão fiscal, teve um passado criminal marcado por um esquema de vingança e intimidação.
Ele é o fundador da Kushner Companies e pai do genro de Trump, Jared Kushner, casado com Ivanka Trump.
No Senado, Kushner disse ser filho de sobreviventes do Holocausto e reconheceu seus erros passados, chamando-os de "muito, muito graves".
Foi condenado a dois anos de prisão em 2005 por 18 acusações, incluindo evasão fiscal e interferência em testemunhas.
A pena, a mais alta possível por acordo judicial, foi vista por Chris Christie, procurador federal, como um dos crimes mais repugnantes que ele já processou.
Kushner aceitou pagar mais de US$ 500 mil por violação de regulamentos de contribuição eleitoral.
O perdão presidencial foi justificando por seu trabalho filantrópico recente, mesmo diante de sua condenação por crimes financeiros.