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Países africanos fazem campanha por novo modelo de mapa-múndi

A campanha da União Africana visa substituir a projeção de Mercator por modelos mais precisos, como o Equal Earth, que representam melhor os tamanhos dos continentes. A iniciativa reflete uma busca por dignidade e reconhecimento geopolítico para o continente africano.

A União Africana está promovendo uma campanha para substituir a projeção de Mercator por alternativas que não distorcem os tamanhos dos continentes.

A projeção de Mercator, criada em 1569, mantém as formas dos continentes, mas exagera seus tamanhos, fazendo a Groenlândia parecer quase tão grande quanto a África, que é 14 vezes maior. Essa distorção é mais acentuada para áreas próximas aos polos.

A campanha Correct The Map, apoiada por organizações como Africa No Filter e Speak Up Africa, critica o modelo Mercator e busca a adoção da projeção Equal Earth, lançada há sete anos, que preserva áreas proporcionais corretas.

Até a última segunda (25), o abaixo-assinado da campanha reunia 6.478 signatários. O site afirma: "O mapa de Mercator não trata apenas de representar de forma incorreta o tamanho do Sul Global — trata-se de poder e percepção."

O geógrafo Tom Patterson, co-criador do Equal Earth, ressaltou a importância da crítica à projeção de Mercator, que diminui a percepção da África. Ele acredita que a campanha terá sucesso e que a projeção Mercator está perdendo popularidade.

A União Africana decidirá sobre a adoção do Equal Earth em fevereiro, durante um encontro na Etiópia. A vice-diretora da Speak Up Africa, Fara Ndiaye, disse que a adoção do Equal Earth vai além da geografia, sendo uma questão de dignidade e orgulho.

No passado, um mapa do Brasil centralizado causado polêmica nas redes sociais entre pontos de vista diversos sobre cartografia e patriotismo, mostrando a intensidade das discussões sobre representações geográficas.

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