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Palestinos deixam Cidade de Gaza após Israel dizer que ofensiva começou

Ofensiva terrestre de Israel em Gaza provoca êxodo de palestinos em meio a apelos por cessar-fogo. A intensificação das hostilidades gera preocupações sobre a deterioração da situação humanitária na região.

Conflito em Gaza: Um grande número de palestinos está fugindo da Cidade de Gaza após o início da ofensiva terrestre do Exército de Israel, que estabeleceu bases na região. Israel deseja capturar toda a cidade, mesmo diante de críticas internacionais.

ONU pede um cessar-fogo imediato, alertando para a morte e destruição que a ofensiva pode causar. Troops israelenses operam em Zeitoun e Jabalia, com uma ofensiva aprovada pelo ministro da Defesa, Israel Katz.

A convocação de 60 mil reservistas ocorre para apoiar a operação. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que está "encurtando prazos" para atacar o que considera "redutos do terrorismo".

Hamas criticou Netanyahu por conduzir uma "guerra brutal contra civis" e apontou desprezo por novas propostas de cessar-fogo. A pressão sobre a população civil aumentará, com ordens de retirada para o sul da Gaza.

O presidente da França, Emmanuel Macron, advertiu que o plano pode provocar um desastre e criar um ciclo de guerra permanente na região. O CICV destacou que a situação em Gaza é catastrófica e alertou sobre os riscos de novos desalojamentos.

A ofensiva de Israel segue fracassos em negociações de cessar-fogo com o Hamas. Em pronunciamento, o porta-voz do Exército de Israel, brigadeiro-general Effie Defrin, afirmou que objetivo é aprofundar danos ao Hamas na Cidade de Gaza, planejando uma operação que já começou nas regiões de Zeitoun e Jabalia.

A situação civil é crítica, com ataques israelenses resultando em mortes, incluindo crianças. O CICV ressaltou que intensificação das hostilidades pode aprofundar crises humanitárias e também ameaçar a vida dos reféns mantidos pelo Hamas.

Libertação de reféns e ajuda humanitária são necessárias, com a ONU reforçando pedidos para um cessar-fogo. Os mediadores Catar e Egito tentam garantir um novo acordo de trégua e libertação de reféns.

Desde a escalada do conflito em 7 de outubro de 2023, cerca de 62.122 pessoas morreram em Gaza, conforme dados do Ministério da Saúde, considerados os mais confiáveis.

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