Palestinos deixam Cidade de Gaza após Israel dizer que ofensiva começou
Militares israelenses iniciam ofensiva terrestre em Gaza após intensos bombardeios, gerando fuga em massa de palestinos. ONU e comitês humanitários alertam para a deterioração da situação e pedem um cessar-fogo imediato.
Milhares de palestinos fogem da Cidade de Gaza devido à ofensiva terrestre do Exército de Israel, que está se intensificando após intensos bombardeios.
Autoridades confirmaram que as tropas israelenses estabeleceram uma base ao redor da cidade, que abriga mais de um milhão de palestinos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o objetivo é capturar "os últimos redutos do terrorismo".
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo imediato para prevenir mais mortes e destruição. Enquanto isso, cerca de 60 mil reservistas estão sendo convocados para apoiar as operações.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) estão operando em áreas como Zeitoun e Jabalia, e a expectativa é de que muitos palestinos sejam instruídos a se deslocar para abrigos no sul de Gaza.
O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou preocupação de que a ação militar de Israel "pode levar ao desastre", enquanto o Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou sobre uma situação catastrófica para os 2,1 milhões de habitantes da região.
O Hamas criticou o governo israelense, acusando-o de "guerra brutal" contra civis e de ignorar propostas de cessar-fogo mediadas pelo Catar e Egito, que incluem uma trégua de 60 dias e a libertação de reféns.
Desde o início da ofensiva em 7 de outubro de 2023, 62.122 pessoas foram mortas em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde local, considerados confiáveis por organizações internacionais.
As FDI continuarão suas operações, destacando que estão "controlando os arredores" da cidade, e que medidas estão sendo tomadas para proteger civis durante a operação.