Papado pastoral e trato com saúde aproximam Francisco de João Paulo 2º, morto há 20 anos
A memória de João Paulo 2º é marcada por seu impacto na geopolítica e na espiritualidade da Igreja. Dois decênios após sua morte, suas abordagens sobre saúde e liderança continuam a influenciar o pontificado de Francisco.
O legado de João Paulo II é celebrado 20 anos após sua morte, em 2 de abril de 2005, às 84 anos, sendo homenageado com uma missa na Basílica São Pedro.
Karol Wojtyla, primeiro papa não italiano em 455 anos, teve impacto profundo na geopolítica e na espiritualidade.
Na geopolítica, atuou para eliminar a contraposição entre ocidente e oriente, contribuindo para a queda do Muro de Berlim e o colapso da União Soviética. Sua frase "Abram, escancarem as portas a Cristo" ajudou a revitalizar o cristianismo. Contudo, escândalos de abusos abalaram sua reputação nos últimos anos de papado.
Mimmo Muolo, vaticanista, destaca o esforço de João Paulo II e Francisco para humanizar a figura do papa. Ambos lidaram com problemas de saúde abertamente; após um atentado, Wojtyla foi internado diversas vezes, sendo o primeiro papa a se tratar fora do Vaticano.
João Paulo II morreu em março de 2005, após complicações do mal de Parkinson. Francisco, aos 88 anos, teve alta em 23 de março após uma pneumonia bilateral; sua convalescença está ocorrer sob supervisão médica.
Embora ambos tenham enfrentado questões de saúde, suas abordagens foram diferentes: Wojtyla aparecia em público durante sua debilitação, enquanto Francisco optou por um resguardo em relação à sua aparência. E, apesar das especulações sobre renúncia, ambos demonstram determinação em permanecer no cargo.